A narração sobre o encontro de Jesus com a mulher samaritana, de nome desconhecido, junto ao poço de Jacó é encontrada somente no Evangelho de João. Não foi por acaso que João relatou o encontro logo após a conversa noturna de Cristo com Nicodemos, membro do Sinédrio, fariseu que converteu-se ao Senhor (Jo 3.1; 7.50-51; 19.39-40). Cristo disse ao distinto religioso que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito" (Jo 3.16). Assim, o apóstolo mostra aos leitores que "este mundo" também incluía os samaritanos, um povo odiado pelos judeus, os quais os evitaram de todas as formas possíveis.
Geralmente o termo samaritano refere-se a uma pessoa pertencente a um grupo israelita que se localizava no território de Samaria, entre a Judeia e a Galileia. Sua origem está relacionada com o relato da conquista da Palestina pela Assíria em 2 Reis 17.24-41, onde a Bíblia menciona como os assírios colonizaram a região conquistada, ao enviar para lá povos da Mesopotâmia, os quais se associaram por meio de casamento com os israelitas deixados na região. Os estrangeiros uniram suas crenças pagãs ao culto de Jeová e seus descendentes solidificaram essa miscigenação, o que os levou a serem olhados com desconfiança e reserva pelos hebreus do reino de Judá. Os samaritanos edificaram um templo no monte Gerizim, durante o período entre os dois testamentos.





